ESPAÇO GEOGRÁFICO RURAL




O ser humano é o principal elemento de transformação do espaço.
Surgem assim novas paisagens:

  • Paisagem Rural
  • Paisagem Urbana
  • Paisagem Natural – aquela que não sofreu nenhuma ação humana. As transformações ocorrem pela ação dos elementos da natureza: furacões, chuvas, rios, neve, vulcões etc.

Esses elementos modificam a paisagem normalmente em longos ciclos.
Quando temos a ação humana na natureza, determinamos o espaço como “espaço geográfico”.

Dois aspectos principais que caracterizam o chamado Espaço Geográfico:

·         As transformações foram rápidas. Os elementos naturais foram quase que eliminados.
        Como exemplo, temos os grandes centros urbanos.
·         Organização do espaço.

O homem no espaço natural com funções específicas:

  • Exploração de minérios
  • Obtenção de água
  • Produção de alimentos
  • Extração de madeiras
  • Lazer
  • Estradas


Tudo isso transforma os espaços naturais em espaço geográfico.


  • Cada espaço geográfico tem uma função diferente e características próprias.
  • A transformação do espaço natural incialmente é baseada na economia predatória:
Os grupos humanos existentes retiram tudo que precisavam da natureza como a coleta de frutos, raízes, caça e pesca.

- Esse período é denominado de Período Paleolítico. Nesse período usavam-se instrumentos e armas rudimentares, onde a maioria era feitos com pedras lascadas (Idade da Pedra Lascada).

- Período Paleolítico é marcado também pela descoberta do fogo, machados e arco e flecha.

Obs.: Os agrupamentos urbanos se deslocavam em busca de alimentos e clima mais agradável. (Nomadismo)

- Período Neolítico – Idade da Pedra Polida. Característica desse período são os agrupamentos humanos que se fixam (sedentarização), a descoberta da agricultura e pecuária.

Obs.: Surgem os primeiros núcleos do espaço geográfico rural.

- Toda essa transformação, assinala a passagem da Pré-história para a História – Produção Agrícola.

- A partir deste momento, o homem passa a ter um domínio maior sobre a natureza como armazenamento de cereais, frutas, carne, etc.

- As primeiras aglomerações surgiram nos vales dos rios Nilo (África), Tigre e Eufrates, Ganges e Amarelo.

- Novas técnicas e invenções surgem: cerâmica, tecelagem, roda, moinhos e fundição de metais.

- O Espaço Rural depende da natureza. Elementos essenciais: água, alimentos e energia.

- Os elementos por mais artificiais que pareçam, tem como base as matérias-primas que são provenientes da natureza.

- O homem com essa necessidade, acabou provocando profundas transformações ao meio.

- As alterações foram rápidas, resultando em alguns problemas.

- A natureza não tem tempo repor todos os recursos renováveis. Isso se deve:


  • A aceleração do crescimento populacional
  • Rápida urbanização
  • Inserção de pessoas na sociedade de consumo
  • Aumento do volume dos produtos industrializados

- O processo é acelerado, o que resulta na dificuldade de encontrar soluções rápidas a fim de amenizar tal impacto ao meio ambiente.

- Muitos recursos podem vir a refletir, como exemplo, temos a questão da água em algumas partes do mundo, inclusive no Brasil.

- A natureza não determina o homem e nem o homem a natureza, mas há uma interelação entre o homem e a natureza.

- Os recursos naturais estão distribuídos de maneira irregular, o que pode influenciar a organização socioeconômica humana.

- As novas tecnologias tem buscado diminuir a influência da natureza sobre a humanidade. Exemplo: irrigação em lugares desérticos.

- Infelizmente, nem todos detém de tais tecnologias. Algumas sociedades por possuírem mais recursos, desfrutam destas modernidades.

- A natureza impõem limites.

·         Mesmo como toda a modernidade, o homem não rompeu definitivamente com a natureza.

·         Existem as barreiras climáticas, locais inóspitos que dificultam à agropecuária.

·         Alguns produtos aqui fáceis de serem produzidos tornam-se raros em países de clima temperado.

·         Os climas representam o limite mais evidente para a agropecuária.

·         Áreas polares, as altas montanhas, regiões semiáridas e áridas, são difíceis para o cultivo. Mesmo com as novas tecnologias, seus custos são altos.

Obs.: As áreas de difícil ocupação humana recebe o nome de anecúmenos.

- A humanidade como distribuidora de espécies:

·         Século XV temos as grandes navegações – ocorre o processo de aceleração das espécies.

- Nos dias de hoje, o contrabando de espécies raras, continuam, no caso para as indústrias farmacêuticas (biopirataria).

- A Amazônia e o Cerrado são dos dois grandes biomas brasileiros que sofrem com a biopirataria, em razão da sua biodiversidade.

- Os avanços tecnológicos tem permitido o processo de expansão das áreas onde são cultivadas as diferentes espécies de vegetais:
  • Aumento das áreas cultiváveis – áreas até então impróprias para o cultivo como   zonas áridas e semiáridas, hoje são produtivas. Uso sistema de gotejamento,  irrigação, adubação química do solo, reviramento do solo e etc.  
  • Aumento das áreas cultiváveis – áreas até então impróprias para o cultivo como zonas áridas e semiáridas, hoje são produtivas. Uso sistema de gotejamento, irrigação, adubação química do solo, reviramento do solo e etc.


·   Aumento das áreas cultiváveis – áreas até então impróprias para o cultivo como zonas áridas e semiáridas, hoje são produtivas. Uso sistema de gotejamento, irrigação, adubação química do solo, reviramento do solo e etc.

·    Tudo isso, colabora para o aumento da produtividade. As pesquisas em biotecnologia na criação de sementes e plantas mais resistentes a pragas, evolução de técnicas e instrumentos agrícolas.

ESPAÇO RURAL

As três primeiras atividades econômicas do meio rural:

  • Extrativismo (vegetal e animal)
  • Agricultura
  • Pecuária

- Coma Revolução Industrial, aumenta-se o cultivo de plantas (meados do século XIX)
·         Grande crescimento populacional – maior demanda por produtos agrícolas para a alimentação e vestuário.

·         As áreas cultiváveis do mundo representam somente 14,9%. Os obstáculos como áreas áridas, desertos, geleiras e montanhas, dificultam o cultivo, daí da forte intervenção humana.

·         O habitat rural vai variar de região para região.

- Habitat rural tradicional – caracterizada pela dependência da força de trabalho humana e animal. Isolamento da economia moderna. Pouco ou nenhum contato com as cidades. Pode ser disperso ou aglomerado.

- Habitat rural moderno – comum em países desenvolvidos e em alguns países subdesenvolvidos industrializados. São modernas e mecanizadas. Integração a economia mais moderna e as cidades. Relação campo-cidade. O campo fornece alimentos e matérias-primas e a cidade em troca fornece maquinários agrícolas, adubos, pesticidas e etc.

- Esvaziamento do Espaço Rural

O campo vem sofrendo, esvaziamento. O processo de esvaziamento acelera a partir do século XIX com a Revolução Industrial.

O processo de urbanização é desigual. País desenvolvido tem maior urbanização e um campo mais vazio.

AGROINDÚSTRIA

- Foi impulsionada com o fim do colonialismo e ampliação da Revolução Industrial.
O processo de desenvolvimento da agroindústria, só se desenvolveu em razão da expansão da urbanização. O processo de urbanização provoca uma necessidade maior de produtos (matérias-primas), daí da sua modernização. Utiliza-se um número, reduzido de mão de obra, pois o emprego de novas tecnologias substitui o homem. O uso de trabalhadores permanentes é baixo (motoristas, agrônomos e veterinários). Temos os temporários. Aqui no Brasil são os boias-frias. No EUA, os imigrantes ilegais servem de mão de obra para as lavouras.

- Década de 1970 – expansão da agroindústria no Brasil. Produção de cana-de-açúcar. Crise do Petróleo em 1973 – Governo cria o Proálcool.

- As nossas lavouras hoje, sofre com a redução da mão de obra temporária, especialmente na época de colheitas como a cana de açúcar.

- Motivos da Redução – introdução das máquinas agrícolas, mecanização do campo, mão de obra especializada.

- Consequências – êxodo rural, que vai provocar inchaços urbanos nas pequenas e médias cidades, originando bairros pobres, periferia, problemas tipos de cidades grandes.

- No Brasil, a agroindústria expande-se desde 1970. No centro-sul surgem grandes complexos.

- A soja depois da cana-de-açúcar ganha espaço na agroindústria. Inicialmente foi cultivada no sul do país e depois passo a ser cultivada no centro-oeste. O cultivo no centro-oeste deu-se em razão do emprego de tecnologias na qualidade das sementes e na correção dos solos ácidos (sistema de calagem).

- Oeste de SP e o Triângulo Mineiro - áreas modernizadas do país com criação de gado e confinado e ração balanceada.

AGRICULTURA DE SUBSISTÊNCIA

- É aquela onde o camponês produz o necessário para atender as necessidades de sua família, o que resta, ele pode até negociar ou trocar. Utilizam-se técnicas rudimentares, trabalho manual, às vezes com tração animal e baixa produtividade.

AGRICULTURA DE PLATATIONS

- Desenvolvida a partir do século XVI, quando os europeus ampliaram sua expansão colonial na África, Ásia e América. Os portugueses foram os primeiros a instalar esse tipo de agricultura (Açores). A mão de obra era escrava (africana), grandes propriedades (latifúndios), produção voltada para o mercado externo, monocultura (produto tropical).

A QUESTÃO AGRÁRIA NO BRASIL

Grande concentração de terras, confronto inicialmente com os indígenas, terras distribuídas pela Coroa Portuguesa (capitanias hereditárias). A partir do século XIX temos a formação de grandes massas camponesas (fim da escravidão e a vinda de imigrantes).

Século XX - aumento da população rural quanto a concentração de propriedades.  - Agrava mais ainda a questão agrária brasileira. 

1960 - As leis desta década acaba gerando o quadro atual - fim do colonato e a expulsão do trabalhador rural.

- A estrutura agrária no Brasil apresenta-se concentrada nas mãos de uma minoria.

- Tal situação data do Brasil Colônia:

  • princípio uti possidetis - posse pelo uso.
  • cultivo da cana-de-açúcar, utilizavam-se grandes propriedades.
  • século XIX - nova atividade agrícola (café).
Café - Vale do Paraíba (RJ) - (interiorização) oeste paulista (SP) - formação de uma elite que domina a política e a economia do país (café com leite).

- Sudeste torna-se a região mais rica.
- Junto a produção de café, permiti-se a a agricultura de subsistência. Inicialmente com os escravos, mais tarde os imigrantes. Muitos trabalhadores passam a ser assalariados permanentes, mas sem registro, nem o recolhimento de benefícios e encargos sociais.

1964 - novas leis impostas pelos militares - 13º salário e férias remuneradas. Tais medidas resultam em dispensas nas fazendas e acaba gerando aumento do êxodo rural. migrações  para o centro-oeste em busca de novas terras e surgimento dos sem-terras. 

- A região do sul é a única que diferencia-se de ocupação agrícola:

  • propriedade de pequeno porte (minifúndios)
  • trabalhadores (colonos europeus) (famílias)
  • Policultura
  • clima diferenciado
  • produção para o comércio e sua subsistência
  • garantir a soberania nacional
No governo militar, Castelo Branco sancionou a lei 4504, que tratava do Estatuto da Terra. Até então, foi o melhor proposta organizada de reforma agrária no Brasil. Infelizmente esse projeto acabou sendo marginalizada.


Observação:

- Grileiro termo dado a pessoa que forjam documentos, subornando cartórios, se tornado dono das de terras muitas vezes já ocupada por famílias a anos ou até reservas indígenas, causando conflitos.  

O termo grileiro vem do costume de se colocar grilos dentro de uma caixa com os documentos forjados para esses adquirirem aspecto envelhecido por conta dos excrementos dos grilos.

- Uti possidetis  - é um princípio de direito internacional segundo o qual os países que de fato ocupam um território possuem direito de posse sobre este. 
Pelo Uti Possidetis a terra deveria ser ocupada por aqueles já se encontravam estabelecidos nela, com residência fixa e trabalho nas redondezas. Desta forma os portugueses se firmaram no grande território que hoje forma o Brasil.
Se pararmos para analisar a aplicação desse princípio, observaremos quem de fato teria direito, seria os indígenas que aqui já habitam antes dos portugueses, portanto, os verdadeiro donos.

- Sabemos que  o processo de concentração fundiária caminha junto à industrialização da agropecuária com predomínio de capitais. Os pequenos agricultores não conseguem competir e são forçados a abandonar suas lavouras de subsistência e vender suas terras. A mecanização também contribui para a redução do trabalho humano, exigindo  especialização de funções. Observamos um aumento do trabalho assalariado e de diaristas.



domingo, 15 de março de 2015
Posted by Francisco Geo

TRANSPORTES

Na Era Varga, o transporte ferroviário predominava no Brasil. O Brasil já teve mais de 38 mil quilômetros de ferrovias. Em 1999 a sua rede foi reduzida para um pouco mais de 29 mil quilômetros, quando transportou quase 260 milhões de toneladas e carga.

Em 1860 e até 1870, houve a chamada expansão e evolução do sistema paulista de transporte. A maior parte da atual extensão ferroviária nacional encontra-se na Região Sudeste onde os estados de São Paulo e Minas Gerais têm cada um, cinco mil quilômetros de ferrovias. Tudo isso se deve as estruturas instaladas no auge da economia cafeeira.

Transportam grandes quantidades de mercadoria, com uma quantidade menor de combustível. Tudo isso faz baratear o produto final ao consumidor.
O transporte ferroviário é uma parte fundamental da cadeia logística que facilita as trocas comerciais e o crescimento econômico.

Permite o transporte de cargas de baixo valor total, em grandes quantidades, entre uma origem e um destino, a grandes distâncias, tais como: minérios, produtos siderúrgicos, agrícolas e fertilizantes e etc.

Nos EUA, o setor ferroviário corresponde a 50% da matriz de transporte, com 25% para o rodoviário e 25% para o hidroviário.
No governo de Juscelino temos incentivos as indústrias automobilísticas, mas a verdade é que o Brasil vinha optando pelo setor rodoviário ao priorizar investimentos já desde o inicio do século XX.

O governo JK optou pelo rodoviário como política de governo em grande parte para estimular a vinda de indústrias, em especial do setor automobilístico. A partir daí, o transporte rodoviário toma impulso passando a ser o sistema mais utilizado para o deslocamento de cargas e serviços. É um transporte dinâmico e ágil, sendo muito prático para percorrer pequenas distâncias.

A navegação fluvial no Brasil anda concentra-se principalmente na região Amazônica em razão do povoamento que ocorre nas margens dos rios, já que a região é dominada por uma grande bacia hidrográfica.

Já o aéreo, tem uma grande importância no transporte de passageiros. Exerce um grande papel na ligação entre lugares distantes.

Hoje é muito comum o chamado transporte que se realiza por meio de tubo (dutoviário), onde se transporta oleodutos, minerodutos, substâncias gasosas.


Os custos que muitas empresas tinham no deslocamento de pessoas com hospedagens, passagens e estadias, foram customizadas em razão do avanço tecnológico das telecomunicações e da computação. O tempo foi reduzido trazendo benefícios. Entre eles podemos citar: videoconferência, e-mail, whatsap e outros.


segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Posted by Francisco Geo

República Popular da China / Hong Kong

Na década de 1990, a República Popular da China tem um crescimento na razão de 18%. Representa um dos maiores recordes desde o fim da Guerra Fria. Tudo isso se deve as reformas que foram iniciadas na década de 1980, como abertura econômica onde temos a entrada das multinacionais, indústrias voltadas para a exportação, porém, com uma política fechada.


Em 1997 o protetorado britânico Hong Kong, é entregue a República Popular da China. O governo chinês. Mantém status especial para esse tigre asiático, já que possui um padrão socioeconômico muito elevado se comparado ao chinês. A China possui uma estrutura altamente centralizada num único partido o PCCs. Hong Kong com sua economia capitalista apesar de incorporada ao território chinês mantém status de Região Administrativa Especial. Hong Kong deverá manter até 2047 seu sistema econômico, a moeda e um alto grau de autonomia administrativa. A China responderá pela política externa e pela defesa da região.  
Posted by Francisco Geo

Oriente Médio


Essa região marcada por uma série de conflitos:

- Revolução Islâmica no Irã – 1979
- Guerra Irã x Iraque - 1980 - 1988
- Guerra do Golfo – 1990 – 1991
- Governo talibã no Afeganistão (década de 1990)
- Invasão estadunidense ao Afeganistão (2001)
- Invasão estadunidense ao Iraque (2003)

No Irã (1979) ocorre a queda da monarquia, o Xá Reza Pahlevi é retirado do poder, caindo assim a monarquia e a ascensão dos líderes religiosos, dando início da teocracia xiita. Era a Revolução Teocrática, onde os aiatolás que representam os clérigos da mais alta posição na hierarquia do islamismo xiita.
Observamos então, a pretensão do Islã criar Estados islâmicos para que se torne uma nova força mundial. Com isso temos uma unidade entre religião e política que é denominado de fundamentalismo.

O Irã governado pelos aiatolás, sendo o mais famoso na época o Khomeini, já falecido, foi responsável por essas mudanças nesse país (Revolução Islâmica). Esse conjunto de mudanças ocorrido no Irã em 1979, acabou por provocar a queda do Xá Reza Pahlevi.

Sabemos que o Oriente Médio vive uma situação conflitosa explícita e tudo é decorrente de religiões, culturas e interesses estrangeiros por uma série de questões.
Na década de 1990, Saddam Husseuin se acha no direito de invadir o Kwait e anexá-lo, alegando razões históricas. Alegava também que o país invadido estava negociando a venda de petróleo a preço menor e assim prejudicando o país de Saddam. Pediu indenizações milionárias ao governo do Kuwait.

Assim, inicia-se mais um conflito na região sendo conhecida como a Guerra do Golfo.
Os EUA ao sofrerem com o ataque de 11 de setembro, o governo de George Walker Bush decidiram empreender uma “guerra contra ao terror”. A partir desse momento temos uma campanha política, pregando a intervenção no chamado “eixo do mal”. Nesse grupo estaria na época o líder político do Iraque Saddam Hussein.
  


A invasão do Irã sobre o Iraque resultou
O conflito nessa região já vem de longas datas. As guerras entre árabes e judeus, tiveram como causa principal o problema de uma população sem território, dos refugiados palestinos em razão da criação do Estado de Israel.

      

Posted by Francisco Geo

Atenção

O Estado de Israel foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948. A sua criação provocou um avalanche de conflitos constantes na região. A expansão de Israel sobre a Palestina tem um caráter geopolítico no tocante à expansão do território, fato que se cruza com questões culturais, étnicas, religiosas e históricas.

O Estado de Israel possui um farto aparato bélico. As guerras envolvidas, fez o país ocupar várias partes do território palestino como a Cisjordânia e a Faixa de Gaza que até hoje permanecem ocupadas.


O EUA, na condição de potência, sempre apoiou o Estado de Israel. A presença de um Estado forte como Israel, contribui para os interesses econômicos dos EUA na região.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Posted by Francisco Geo

BRICS

O BRICS é composto por cinco Países: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Não se trata de um bloco econômico ou uma instituição internacional, mas de um mecanismo internacional na forma de um agrupamento informal, ou seja, não registrado burocraticamente com estatuto e carta de princípios.
Em 2001, o economista Jim O´Neil formulou a expressão BRICs (com “s” minúsculo no final para designar o plural de BRIC), utilizando as iniciais dos quatro países considerados emergentes, que possuíam potencial econômico para superar as grandes potências mundiais em um período de, no máximo, cinquenta anos.
O que era, no início, apenas uma classificação utilizada por economistas e cientistas políticos para designar um grupo de países com características econômicas em comum, passou, a partir de 2006, a ser um mecanismo internacional. Isso porque Brasil, Rússia, Índia e China decidiram dar um caráter diplomático a essa expressão na 61º Assembleia Geral das Nações Unidas, o que propiciou a realização de ações econômicas coletivas por parte desses países, bem como uma maior comunicação entre eles.
 A partir do ano de 2011, a África do Sul também foi oficialmente incorporada ao BRIC, que passou então a se chamar BRICS, com o “S” maiúsculo no final para designar o ingresso do novo membro (o “S” vem do nome do país em Inglês: South Africa).
 Atualmente, os BRICS são detentores de mais de 21% do PIB mundial, formando o grupo de países que mais crescem no planeta. Além disso, representam 42% da população mundial, 45% da força de trabalho e o maior poder de consumo do mundo. Destacam-se também pela abundância de suas riquezas nacionais e as condições favoráveis que atualmente apresentam para explorá-las.
BRICS desafiam a ordem econômica internacional

Durante a V Cúpula do BRICS, em 27 de Março de 2013, os países do eixo decidiram pela criação de um Banco Internacional do grupo, o que desagradou profundamente os Estados Unidos e a Inglaterra, países responsáveis pelo FMI e Banco Mundial, respectivamente. A decisão sobre o banco do BRICS ainda não foi oficializada, mas deve se concretizar nos próximos anos. A ideia é fomentar e garantir o desenvolvimento da economia dos países-membros do BRICS e de demais nações subdesenvolvidas ou em desenvolvimento.

Outra medida que também não agradou aos EUA e Reino Unido foi a criação de um contingente de reserva no valor de 100 bilhões de dólares. Tal medida foi tomada com o objetivo de garantir a estabilidade econômica dos 5 países que fazem parte do grupo.
Com essas decisões, é possível perceber a importância econômica e política desse grupo, assim como também é possível vislumbrar a emergência de uma rivalidade entre o BRICS, os EUA e a União Europeia.

Fonte: http://www.brasilescola.com/geografia/bric.htm



Posted by Francisco Geo

Continente Africano

O continente africano possui cerca de 22% das terras emersas do planeta. Ao norte é banhado de pelo Mar Mediterrâneo e a nordeste pelo Mar Vermelho. Oeste pelo Oceano Atlântico e Oceano Índico a leste. Ao sul, é banhado pelos dois oceanos.
É cortado:
·         Trópico de Câncer
·         Linha do Equador
·         Trópico de Capricórnio.
É o segundo mais populoso dos continentes, perdendo somente para a Ásia.
No continente africano há um predomínio de atividades agrícolas. Aproximadamente 63% da população residem no meio rural. Somente 37 % moram em áreas urbanas.
O continente africano possui uma das maiores diversidades culturais do planeta.
No norte da África, predominam os povos caucasoides e semitas.
A parte da África, situada ao sul do Deserto do Saara, encontram-se os povos pigmeus, bosquímanos, hotentotes, sudaneses e os bantos.
Observamos assim uma grande diversidade que reflete numa variedade muito grande de línguas e dialetos.
O maioria dos países hoje do continente africano conheceu muito tarde seu processo de independência. Só a partir da década de 1960 é que se inicia a descolonização. Mesmo com a independência das colônias, não temos alteração em nada a realidade desses novos países. As condições precárias da população em muitas nações continuam. A independência financeira e econômica não acontece.
Hoje, observamos uma modificação no quadro geopolítico do mundo. A busca de novos mercados consumidores substitui os antigos critérios do passado. A pobreza dos países africanos parece não ser de interesse do mundo desenvolvido.
Algumas nações africanas merecem destaque. Podemos citar à África do Sul que no passado sofreu com o “apartheid”. Com o fim do “apartheid”, temos uma África do Sul com eleições presidenciais (1994), dando um grande passo contra a discriminação racial. As restrições no campo comercial até então suspensas, retornam com as entidades internacionais. É importante ressaltar que mesmo com todas as mudanças ocorridas, ainda existe uma elite branca que controla a economia e a burocracia do país. O regime instalado, permitiu a possibilidade de aproximação entre as experiências sociais e econômicas de negros e brancos.
O Sudão do Sul é o mais novo país da África. Em 9 de julho de 2011, o Sudão do Sul tornou-se um estado independente. Era uma parte do Sudão até 2011, quando se tornou independente. A capital do Sudão do Sul é Juba. O país tem 11.090.000 habitantes (estimativa de 2013) e sua área é de 644.330 km2. Está localizado entre a África Oriental e Central. A maioria da sua população é cristã e animista. O norte já tem maioria islâmica. O petróleo pode ser a sua principal fonte de renda.
A partilha da África, trouxe resultados catastróficos para o continente africano. A divisão feita pelos imperialistas da época, em nenhum momento preocupou-se com os povos aí existentes. As fronteiras traçadas pelos colonizadores não respeitavam as antigas organizações tribais. Uniu tribos inimigas, dividiu tribos. O resultado não poderia ser outro. Vejamos o caso de Ruanda, onde as etnias hutus e tutsi travaram uma guerra, que provocou a fuga de meio milhão de pessoas (refugiados). Isto sem falar no grande número de mortos.
Outra ponto importante que podemos destacar, foram os acontecimentos recentes, ocorridos em janeiro de 2011. Onda de protestos ganham espaçam nos jornais, redes sociais e rapidamente se espalham pelo norte da África e atinge outros continentes. As manifestações ganham nomes. Temos a Revolução de Lótus que tem o objetivo de derrubar o então ditador Hosni Mubarak e a Revolução de Jasmim, na Tunísia.
   
O continente africano é frequentemente dividida em cinco regiões de acordo com características geográficas e demográficas. São elas:
·         África Oriental
·         África Ocidental
·         África Setentrional
·         África Central
·         África Meridional.

-  Na África Subsaariana encontramos  os países de baixo IDH e com os maiores índices de desnutrição e propagação de epidemias. Atualmente alguns países pobres como Serra Leoa, Guiné e Libéria sofre com o Ebola.
Clima:
Equatorial ou tropical na maior parte do país, com exceção no extremo norte e extremo sul onde temos o clima temperado.
O deserto do Saara, ao norte, é uma das regiões mais áridas do planeta e ocupa um terço do território africano. Em alguns momentos encontraremos verdadeiras ilhas no meio do deserto onde encontramos água, estamos falando dos Oásis.
Fazendo um contraste a essa região, temo a bacia do Rio Nilo e nela encontram as regiões mais férteis do planeta, onde surgiu a civilização egípcia (Egito Antigo).
Sobre a vegetação africana podemos afirmar que se constitui basicamente de savanas, que lembra os Cerrados brasileiros e as florestas equatoriais onde se encontra uma grande variedade de animais.
 Nas savanas encontram-se os animais de porte maiores em razão de serem constituídas de árvores esparsas.
Depois da Floresta Amazônica, encontraremos na África, a segunda maior floresta equatorial do planeta.
Atualmente o processo desmatamento das áreas verdes tem se acelerado iniciando assim o processo de desertificação.
O Kilimanjaro é o ponto mais alto da África com 5.895m.
Relevo:
É formado em sua maior parte por rochas antigas. O continente pode ser dividido em duas porções: a norte-ocidental, de formas mais baixas, e a sul-oriental, de topografia mais elevada.
Além dos planaltos, o relevo apresenta extensas áreas de depressões, onde se instalam os desertos continentais.
Apesar de os grandes planaltos dominarem a África, há algumas cadeias de montanhas no continente. Entre elas duas merecem destaque: Cadeia do Atlas e Cadeia do Drakensberg.
Hidrografia
A África possui rios importantes e caudalosos, porém, sua hidrografia é bem distribuída pelo continente.  Seus rios são mal distribuídos por conta da presença de diversas áreas de clima desértico, o que agrava a situação de seca e escassez de água em várias localidades do continente.
Na região do Saara existem muitos rios temporários, também conhecidos como intermitentes, pois o fluxo desses rios diminui no período mais seco até cessar completamente.
Apenas o rio Nilo, o segundo maior do mundo em extensão, com cerca de 6.700 km, não perde o seu fluxo no percurso do deserto para o mar.
O Nilo nasce na região equatorial próxima da floresta Nyungwe, em Ruanda. Por desaguar no Mar Mediterrâneo, formando um imenso delta, ele foi historicamente aproveitado para a irrigação e a agricultura.


Posted by Francisco Geo

Quem sou eu

Formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF)(Licenciatura), Bacharel em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Curso de extensão em O&M pela Fundação Getúlio Vargas, Pós-graduado em gestão ambiental pela Ferlagos, Professor da rede estadual do Estado do Rio de Janeiro e da rede particular, professor de curso preparatório militar, cursos pré-vestibular.

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